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segunda-feira, 10 de julho de 2017

CURSO DE FILOSOFIA ESPÍRITA (CFE) LIVRO 3 CAP 25


É O ESPÍRITO A ESSÊNCIA DO HOMEM?

BIBLIOGRAFIA
PLATÃO, - Fédon – Biblioteca Clássica – trad. Heloisa Burati – 1ª. Ed. – SP - Edit. RIDEEL – 2005
DESCARTES, Rene – Meditações Metafísicas – 1ª. ed – SP - Ed. Abril Cultural – 1973
MORENTE, M. G. – Fundamentos da Filosofia – 3ª. ed – SP - Edit. Mestre Jou – 1967
DURANT, Will – História da Filosofia – 12ª. Ed – SP - Cia Edit Nacional – 1966
BISPOS DA HOLANDA – Novo Catecismo – A Fé Para Adultos – Instituto Catequético Superior de Nijmegen – SP - Edit. Herder – 1969

REFLEXÃO
A FILOSOFIA DO SER SEM ALMA
É possível haver filosofia sem contemplar a essência do ser?
A essência do ser pode deixar de ser o espírito?
Pode existir alguém mais cartesiano que Descartes sendo que este admite uma res para a essência?
Poderíamos admitir a filosofia espírita como sendo o caminho filosófico em direção ao conhecimento da verdadeira essência?

1ª PARTE: OBJETIVO DESTA AULA
Esta aula tem por objetivo fazer um retrospecto sobre o Ser, viajor no tempo e no espaço, desde suas origens, suas manifestações junto à matéria e seu destino maior, qual seja, as moradas eternas onde habitam a sabedoria, a beleza, a harmonia e a criatividade.

2ª PARTE: INTRODUÇÃO
Este capítulo tem por finalidade investigar o que os principais filósofos pensaram sobre o que é a essência do Homem, a Alma, e o Espírito. Procura expor o que as religiões cristãs entendem por alma e espírito. Explicita também a unicidade e a dualidade corpo-alma.
Muitos foram os filósofos que trataram da essência, da alma e do espírito. Vamos investigar o pensamento de alguns deles no tocante a esses conceitos.
Não foram poucos os que entenderam a transcendência do ser, mas não foram muitos os que investiram numa tentativa de conceituar o que é a essência, a alma ou o espírito. É o ser debruçando-se sobre ele próprio.
Ousamos adentrar esse campo. Lembramos que o espírito requer metodologia diferenciada da usada na investigação do sensível, daquela que se faz através dos sentidos.
Assim como investigamos os filósofos a respeito dos conceitos de essência, alma e espírito também serão analisadas as diferentes doutrinas religiosas. Fundamentalmente buscamos explicitar o que cada uma apresenta como conceito de alma e de espírito.
Entendemos que esta investigação procura aclarar um pouco mais sobre nós mesmos. Quem realmente somos, se sub-produto de uma matéria transitória e efêmera que surgiu no ventre e finaliza no tumulo ou se somos algo mais que sobrevive ao corpo físico, que transcende a ele.
Faremos um comparativo entre a dualidade corpo-alma e a unicidade corpo-alma.

3ª. PARTE - ESSÊNCIA, ALMA E ESPÍRITO PELOS FILÓSOFOS
Eis, resumidamente, o pensamento de alguns filósofos sobre alma e espírito e sobre a dualidade
e unicidade corpo-alma.
Sócrates
Para sabermos o que Sócrates entendia por alma, nos utilizaremos do Fédon que é a narrativa
do diálogo de seus discípulos Cebes e Símias com o mestre no último dia de vida deste. Nesta conversa o filósofo descreve seu pensamento sobre a alma.
Sócrates apresenta quatro provas da imortalidade da alma através da teoria dos contrários, da
reminiscência e das idéias, objeto do pensamento e nesse diálogo fica muito clara a dualidade corpoalma.
Platão
Platão associa Idéia a Essência das coisas Assim, o termo idéia em si mesmo, significa duas coisas: primeiro, seus caracteres, sua essência que pode ser considerada a consistência, e segundo, Platão lhe confere uma existência real, ou seja, as idéias “são as essências existentes das coisas do mundo sensível”. Logo, o filósofo afirma que cada coisa do mundo sensível tem sua idéia no mundo inteligível.
“Em Menon, Platão expõe a doutrina de que o intelecto pode apreender as idéias porquetambém ele é, como as idéias, incorpóreo”. Ou seja, a alma humana teria contemplado as idéias, antes do seu nascimento, antes de prender-se ao cárcere do corpo.
Quando encarnada, perde o contato direto com aqueles modelos, perfeitos, existentes no Mundo
das Idéias, mas diante de suas cópias no mundo sensível vai gradativamente recuperando o conhecimento. Seria a lembrança ou a reminiscência das coisas.
Conhecer, então, seria lembrar o que foi apreendido no Mundo das Idéias. Isto implica em outra
doutrina platônica, qual seja, a da preexistência da alma em relação ao corpo, de sua incorruptibilidade e imortalidade.
Portanto, o filósofo trata o homem, tal como Sócrates, um ser dual, composto de corpo e alma.
Aristóteles
Para Aristóteles, “A alma é todo princípio vital de qualquer organismo, a soma de seus poderes e
processos. Nas plantas, a alma é simplesmente um poder nutritivo e reprodutor; nos animais é alem
disso, poder sensitivo e locomotor; no homem é, ainda, o poder da razão e o pensamento. Sendo a
alma o total dos poderes do corpo, não pode existir sem este; os dois são a forma e a cera, apenas
mentalmente separáveis mas, na realidade, um todo orgânico.”
O filósofo afirma que a alma é composta de duas partes, uma é a passiva que está ligada a
memória, e, por conseguinte, ao corpo, nasce e morre com ele. A outra parte é a “razão ativa” que é
universal e diferencia do elemento individual do homem.
Para o discípulo de Platão, contrariamente deste, o que sobrevive não é a personalidade com
suas afeições e desejos transitórios, mas o espírito, em sua mais abstrata e impessoalidade.
Resumindo, o que sobrevive é a alma imortal que se trata de “puro pensamento” não envolto
pela realidade vivida.
“Em suma, Aristóteles destrói a alma para dar-lhe a imortalidade; a alma imortal é puro
pensamento, não poluído pela realidade”
Tomas de Aquino
Tomas de Aquino trilha os caminhos estabelecidos por Aristóteles mostrando que há uma
relação íntima entre a vida e a alma em todos os seres. As plantas apresentam uma alma vegetativa, os animais uma alma sensitiva de tal forma que esta contém aquela e lhe é superior por apresentar o
atributo mobilidade. Acima destas existe a alma racional que apresenta a característica das duas
anteriores, e lhe acrescenta a vontade e o entendimento. Esta é individual de forma que cada ser
humano possui a sua alma racional particular.
Alem da alma racional, o homem apresenta uma alma espiritual que transcende a vida do corpo
depois de sua morte. O pensamento do filósofo afirma que esta alma espiritual é criada por Deus assim que o corpo é formado e quando da ocasião do aniquilamento do corpo, apesar de sua imortalidade, ela não mais se manifesta, pois o corpo é seu instrumento indispensável.
Na Summa Theológica, Tomas afirma que o homem não pode ser explicado como a união de
duas partes, a orgânica e a espiritual. Diz que se trata de uma união substancial de dois princípios, onde um opera em relação ao outro e a ausência de algum destrói a pessoa. Enfatiza que as
substancias coexistem e não podem ser admitidas separadamente.
Descartes
A forte desconfiança cartesiana em relação a teologia medieval cristã (tomista) leva o filósofo
através das res se aproximar novamente de Platão.
Descartes, assim como Platão, constrói o mundo dual. Para ele, a Res Cogitans é a alma
espiritual. Cogitatio para ele significava a atividade psíquica, espiritual.
A dualidade corpo-alma para Descartes é tão evidente que afirma ser a glândula pineal ou
epífise, situada no meio do cérebro, o órgão de ligação entre o corpo e a alma espiritual.
Christian Wolff define como dualista aquele que admite a existência de substancias materiais e
substancias espirituais. Segundo ele, foi Descartes o fundador do dualismo que reconheceu a existência de duas espécies de substancias: a corpórea e a espiritual.
Apesar de ter evidenciado a existência do Cógito, Descartes não aprofundou na busca da
essência, ou na consistência dele. Ele foi tratado intensamente como sendo a consciência. Também
não manifestou pensamento sobre sua gênese ou mesmo sua existência após o aniquilamento do corpo físico.
Descartes, através de suas Meditações, esclarece a natureza do espírito humano (Meditação
segunda) e a distinção real entre a alma e o corpo do homem (Meditação sexta).
A filosofia, a partir de Descartes, retoma o paradigma socrático-platonico no aspecto corpo-alma.
A Igreja, entretanto, exerce sua forte influencia sempre exaltando a linha tomista-aristotelica. Como a
instituição detém uma grande parte do patrimônio intelectivo do ocidente através das universidades e
pesquisas filosóficas, a linha socrática-platônica-cartesiana é sempre vista como mística,marginal e
objeto do ocultismo.

4ª. PARTE - ALMA E ESPÍRITO PELAS RELIGIÕES
CRISTIANISMO
Faremos distinção entre o cristianismo do Cristo e o cristianismo atual como foi estruturado pelas
igrejas “cristãs”. O primeiro é focado exclusivamente em suas palavras, que constam dos escritos dos
quatro evangelistas, palavras essas que assumimos, como sendo as que chegaram até nossos dias
sem nenhuma distorção. O segundo é aquele elaborado com auxilio de doutrinas e filosofias que foram posteriormente sendo acrescentadas por meio dos concílios e da tradição. Tudo começou envolvendo o judaísmo através do Velho Testamento. O atual cristianismo se assenta também nas idéias dos próprios discípulos e dos apóstolos, ou seja daqueles que não viveram diretamente com Jesus, alem disso, o cristianismo atual se assenta em resoluções tomadas por concílios.
Vamos considerar algumas citações de Jesus, ou que se encontram no evangelho, como sendo
seu diálogo:

Lucas 11, 24 – 26 “Quando o espírito imundo sai de um homem, começa a vagar pelos desertos,
procurando repouso. Não encontrando diz: Voltarei para minha casa, donde sai. E quando volta, ele a
encontra varrida e ornamentada. Vai então, e trás consigo sete outros piores do que ele. Entram e
fazem ali a sua morada. Deste modo, o ultimo estado daquele homem se torna pior que o primeiro.”

Marcos 5, 9 – 13 “Perguntou-lhe então Jesus: qual é o teu nome? Meu nome é Legião, porque somos
muitos. E implorava-lhe, com instancia, que não os expulsasse daquela região. Estava ali, junto ao
monte, pastando, uma grande manada de porcos. Os espíritos começaram a suplicar-lhes dizendo:
Mandai-nos para os porcos, para entrarmos neles. Jesus permitiu. Os espíritos imundos saíram do
possesso e entraram nos porcos.”

Mateus 10, 1 “Reuniu seus doze discípulos e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos para os
expulsarem.”

Mateus 10, 28 “Não tenhais receio daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma.”

Mateus 17, 3 “Ao mesmo tempo lhes apareceram Moises e Elias conversando com ele.”

Lucas 13, 11 “Apareceu ali uma mulher que havia dezoito anos, estava possessa de um espírito que a
tornava enferma.”

Lucas 16, 22- 25 “Quando morreu, este mendigo foi levado pelos anjos para o seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Do inferno, no meio dos tormentos, elevou seus olhos e viu, ao longe, Abraão, e Lázaro em seu seio. Gritou dizendo: Pai Abraão tende misericórdia de mim, mandai que Lázaro molhe na água a ponta de seu dedo para refrescar minha língua, pois eu sou atormentado nestas chamas. Disse-lhe Abraão: Meu filho lembra-te que recebestes teus bens durante tua vida, ao passo que recebeu os males. Agora ele é consolado, e tu és atormentado.”

Lucas 16, 27- 30 “Disse o rico: Eu vos suplico então, ó pai, que o mandeis a casa de meu pai, para que relate estas coisas a meus cinco irmãos e assim não venham também eles para este lugar de
tormentos. Respondeu-lhe Abraão: Eles tem a Moises e os profetas. Que atendam a seus
ensinamentos. O rico insistiu: Não pai Abraão, eles não os atendem. Se no entanto, alguém dentre os
mortos for ter com eles, farão penitencia. Replicou-lhes Abraão: Se não ouvem Moises e os profetas,
tampouco serão persuadidos, ainda que alguém dentre os mortos ressuscite.”

Lucas 23, 43 “Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso.”

Nas citações acima podemos avaliar que a individualidade é mantida após a morte do corpo. Em
algumas delas vemos o termo espírito imundo. Como estamos considerando as palavras do Evangelho sem os acréscimos posteriores, podemos assumir o termo, não como demônio, mas como seres extracorpóreos que podem ter tido existência junto ao corpo.

Em Lucas 16, 22 - 25, o diálogo mostra também a individualidade mantida após aniquilação do
corpo. Mateus 17, 3 cita a manifestação de Moises e Elias após ter deixado o corpo físico e mantendo
sua identidade surgindo diante dos discípulos Pedro, Tiago e João.

CATOLICISMO
Tratamos por Catolicismo todo complexo doutrinário da Igreja baseado na Bíblia, em doutrinas
que não se encontram na Bíblia, na Tradição, em resoluções tomadas por concílios, em estudos
teológicos de Agostinho e de Tomas de Aquino.
Os bispos da Holanda através do Novo Catecismo evidenciam sua teologia sobre o pensamento
aristotélico-tomista quando afirmam: “porque a própria Bíblia jamais concebe a alma totalmente
separada de qualquer corporeidade. E, também nós, homens modernos, já não conseguimos fazê-lo. O que alguém é relaciona-se tão intimamente com seu corpo que não podemos conceber um “eu” isolado, sem nenhum laço com esse mesmo corpo”.
Quanto a passagem bíblica onde Jesus fala (Mt 10, 28) “não temais os que podem matar o
corpo, mas não a alma” os mesmos bispos holandeses alegam que o termo “alma” utilizado por Jesus
“não significa em sua boca, espírito isolado do homem.”
Mais adiante, os bispos falam da ressurreição, que esse corpo “não é o das moléculas”, que os
falecidos começam a acordar como homem novo. “Quanto ao resto, devemos calar-nos: ignoramos o
como dessa realidade.” E mais adiante: “contentemo-nos com ficar bem perto das palavras bíblicas:
foram descansar, ressuscitarão, foram habitar junto ao Senhor.”
Portanto, a teologia da Igreja, pelo que foi mostrado, continua assentada em Tomas de Aquino e
Agostinho, exigindo obediência às questões de fé.

PROTESTANTISMO
Tratamos Protestantismo como sendo todo o conjunto doutrinário surgido nos séculos XVI em
diante em oposição ao Catolicismo romano. Entre eles se destacam as doutrinas provindas de Lutero,
Calvino, Wycliff e outros surgidos na Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos.
Os reformados apresentam seus conceitos de alma e espírito na interpretação das passagens
bíblicas do Velho Testamento, citadas abaixo.
Genesis 2, 7 “Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da
vida e o homem passou a ser alma vivente.”
Eclesiastes 12, 7 “O pó volte a terra, de onde veio e o espírito volte a Deus, que o deu.”
Eclesiastes 9, 5 e 6 “Os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma
........... porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para
sempre não tem eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.”
Da Genesis, os reformados entendem que o fôlego da vida é o nephesh (hebraico) e a pneuma
(grego) significando o sopro, a respiração e que muitas vezes foi traduzido como espírito, mas
corretamente seria o vento. Afirmam que em nenhuma tradução o termo significa algo imaterial, que
continua vivo fora do corpo. Assim, a junção do corpo (pó da terra) e o vento (fôlego da vida) tornou o homem vivente.
Do Eclesiastes 12, 7 entendem que o corpo volta a terra e o espírito volta a Deus que o criou.
Porem, a imortalidade da alma pode ser adquirida, segundo os reformados, caso o homem
passe aceitar Jesus como seu salvador. Estes argumentos são fundamentados em Atos 4, 12 e Mateus
7, 21 a 27.
Portanto, os reformados apesar de citarem trechos bíblicos (não de Jesus, mas do Velho
Testamento) reforçam a linha aristotélica-tomista, da unicidade corpo-alma.

ESPIRITISMO
O Espiritismo se desvinculou totalmente do sistema aristotélico-tomista, traçando novos
paradigmas assentados em Sócrates, Platão e Descartes. E sob o aspecto religioso, enfocou
exclusivamente o cristianismo do Cristo, ou seja, utilizou somente palavras do rabino galileu.
O Espiritismo se afastou totalmente de todos os acréscimos doutrinários feitos posterior ao
Cristo. Entre estes acréscimos temos:
1- Jesus passou ser considerado Deus.
2- Criação da figura do Espírito Santo (Deus-Pai, Deus-Filho, Deus-Espírito Santo).
3- Criação de figuras como Diabo e Demônio e de locais como Inferno, Céu e Purgatório
4- Submissão de todas as demais crenças tendo em vista que a salvação só se faz via Jesus.
Poucos filósofos ou linhas filosóficas se propuseram a investigar a existência do ser como
espírito, independente do corpo físico. Poucos se propuseram a falar de uma verdadeira imortalidade da
alma, mantendo a sua individualidade. Entendemos que se não mantiver a individualidade, não se
caracteriza como sendo imortalidade. Lembremos que o pensamento tomista a alma que sobrevive
nada tem de individual.
A fala do Cristo ao ladrão crucificado: “ainda hoje estarás comigo no Paraíso” deixa claro, a alma
individualizada no pós-morte.
Finalmente, a Doutrina Espírita se assenta sobre os pensamentos de Parmênides, Sócrates,
Platão, Plotino e Descartes, formando assim, um bloco platônico-cartesiano com a Teosofia, o
Hinduísmo, a Rosa-Cruz, a Cabala, a Maçonaria e tantas outras linhas dualistas.

5ª. PARTE - CONCLUSÃO
Ao pesquisar extensa bibliografia notamos o cuidado que devemos ter na leitura de livros de
história da Filosofia, e mesmo sobre filósofos, como os respectivos autores revelam suas inclinações
filosóficas e religiosas. A título de exemplo, Garcia Morente, Humberto Padovani, Battista Mondin, J. A.
Acha deixam transparecer claramente suas linhas filosóficas e religiosas. Tendo em vista isso,
precisamos aguçar nossa percepção para depurarmos essas inclinações. Alguns autores buscam
inclusive o aval das instituições religiosas, como o caso do “imprimatur”.
Entendemos que a linha platônico-cartesiana no qual a Doutrina Espírita se assenta precisa ser
contemplada e melhor investigada nos estudos da Antropologia Filosófica.
Por fim, considerando que o corpo é temporário, transitório, e efêmero, aquilo que persiste é a
essência, ou melhor, o espírito. Assim, podemos afirmar que a essência do homem é o espírito.
Quando falamos do espírito, estamos falando de nós, pois nós somos o espírito e não o corpoalma
que é fugaz, passageiro e efêmero.
Somos seres semi-etenos, fomos criados, tivemos início e não teremos fim.
Encerramos, nos questionando: Quem é mais importante: o homem ou o espírito?
Alan Krambeck

6ª PARTE – MÁXIMA / LEITURAS E PREPARAÇÃO PARA PRÓXIMA AULA
Próxima aula:
Livro 4 – Cap. 1 - Deus – A Teologia – A Teologia Espírita
Leitura:
Teologia Espírita – J. Palhano Jr – Edit CELD
Livro dos Espíritos – Allan Kardec - Edit FEB




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